Eqto o Tio Sam bombardeia a Líbia, Obama vai ao Teatro Municipal e deixa Barack comigo 

Durante a semana de 13 a 18 de março de 2011, o Programa Conexão Cidadão já estava de malas prontas para o Rio de Janeiro, com o intuito de realizar a cobertura deste evento histórico que seria o discurso aberto do Presidente dos Estados Unidos a todo o povo brasileiro.

 

Obama despertou simpatias mundiais ao ser eleito em 2008, com sua admirável história pessoal: negro em um país que enfrentou sério problema de racismo; filho de pai africano com mãe americana branca; parte da infância passada no mundo pobre (Indonésia) e num estado fora dos padrões tradicionais (Havaí); ativismo social em comunidades pobres de Chicago; graduado e pós-graduado em duas das mais conceituadas universidades do mundo, Columbia e Harvard.

Assim, a Produção do Portal da Cidadania já havia comprado câmeras de alta tecnologia, microfones mega avançados, já havia reservado a viagem de toda a sua equipe para o Rio e…….

(…)No dia 18 de março do corrente ano, já estava tudo cancelado.

Nesta sexta-feira,  o Presidente Obama cancelou o discurso que faria para 30 mil pessoas na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

 

Obama, assim, passaria a falar apenas para convidados no Teatro Municipal.

Com a mudança de última hora, o Governo brasileiro teve de “jogar fora” muito do que já havia gastado com a infra-estrutura para a realização deste “comício importado da Terra do Tio Sam”.

Com isso, o povo brasileiro se frustrou bastante com a figura carismática do nosso Obama, que para mim, a partir disso, passou a ser chamado de Barack.

 

Barack me lembra o ex presidente americano George W. Bush.

Bush, notável por sua ignorância de fatos, cansou seus mais fiéis militantes ao pretender dar sempre a entender que mantinha conversas diárias com Deus (e respostas pessoais do divino). Na maioria das vezes, ele se colocava como uma figura divina na Guerra contra os ataques terroristas, se referindo à “Guerra do Bem contra o Mal”.

Ele exagerou também na militância por uma ideologia neoconservadora e nas medidas que levaram benefícios para uma elite econômica, em prejuízo dos menos favorecidos na população.

No resto do mundo, a repulsa a Bush se acumulava desde seus pronunciamentos neo-imperiais que prometiam moldar outros países aos valores americanos, à força se necessário. A antipatia internacional por ele cresceu ainda mais quando surgiu a obsessão com a “guerra ao terror”, que resultou na desastrosa invasão militar ao Iraque.

Bom, a sorte é que Barack AINDA não chegou a tanto, até mesmo porque ,aparentemente, no início de seu brilhante percurso tem demonstrado um otimismo inclinado ao diálogo.

E nesta sua 1ª passagem pelo Brasil, demonstrou muito bom senso e coerência com a ordem democrática mundial, apesar da frustração da Cinelândia. Aliás, fez um belo discurso, confira: 

 

Enquanto isso, navios de guerra e submarinos dos Estados Unidos e Grã-Bretanha lançaram 112 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra os sistemas antimísseis líbios e alcançaram cerca de 20 alvos, segundo informou o Pentágono.

Do Brasil, o Presidente Barack confirmou que tinha dado a autorização às Forças Armadas para que atacassem os sistemas antimísseis da Líbia.

Ok, não somos a Líbia. Então, graças a Deus, Barack afirmou neste sábado (19) em sua  visita ao Brasil, que vê o país como uma potência global, com influência nas áreas energética, econômica e humanitária, mas não declarou apoio à ambição de incluir a nação sul-americana como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas

O americano afirmou que a vinda ao Brasil logo no início do atual governo é um reconhecimento ao novo status internacional do país. “Esta visita é uma oportunidade histórica para ainda mais cooperação nas próximas décadas. Agradeço pelo esforço pessoal [da presidente] para reforçar os laços entre os nossos países. Existe muito mais que podemos fazer”, disse Barack, ao lado de Dilma. “Os EUA não apenas reconhecem a ascensão do Brasil, mas dão apoio a isso.”

UFA!

Meu Querido e sempre atento Leitor; diante de tudo isso, nós precisamos dizer alguma coisa, não é verdade? Que seja para Obama, que seja para Barack:

 

- Num momento como este, em que o Mundo se encontra de luto devido à tragédia dos tsunamis, terremotos e ameaças nucleares aos nossos irmãos japoneses, os EUA têm armas atômicas para destruir o planeta 27 vezes!

E o único país do mundo que cometeu o genocídio de jogar a bomba na cabeça de civis, mulheres e crianças, matando 200 mil pessoas, foi os EUA, em 1945, sem contar as sequelas da radiação, fazendo vítimas até hoje.

- Os EUA são PREPOTENTES em invadir e matar, como fizeram no Iraque, Afeganistão, Vietnam, Coréia, Yemen, Panamá, El Salvador, etc… e tem bases militares no mundo todo.

Aliás, os americanos mentiram que o Iraque tinha armas de destruição em massa, e invadiram o país para roubar seu petróleo.

- Os EUA buscam a guerra, pois vende armas militares para todo o mundo. Não dá pra entender como ainda existem cidadãos que acreditam na propaganda midiática de que os americanos são os “mocinhos do bem”.

 

Pois, é Barack! Pois é, Obama! A Líbia não é aqui, muito menos o Haiti!

Portanto àqueles que estão aplaudindo o uso da força internacional contra a Líbia, uma vez mais liderada pelo “império”, não se esqueçam que em algum momento eles podem querer nossas riquezas e não hesitarão também em nos atacar militarmente, caso não as entreguemos de mãos beijadas.

Cuidado, porque se realmente nosso pré-sal exista, logo, logo estaremos em guerra com os americanos dizendo que estão nos defendendo do PT…

O mundo está passando por transformações, despertando o ódio das bases do feudalismo que continua ativo, onde mentes doentias, porém perspicazes, aprisionam e manipulam seus povos com seus poderes de persuasão como se um “Deus” fossem.

Mas aqui, Barack e Obama, AQUI É O BRASIL!!

Portanto, os senhores, os dois, precisam muito mais do que uma simples visita à portas fechadas.

 

 

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