O Programa Conexão Cidadão foi até a Avenida do Contorno, um dos maiores pontos de tráfico de drogas e exploração sexual da Região Sul Fluminense, que fica bem no centro da cidade de Três Rios/RJ, para saber dos Cidadãos o que os leva à marginalidade.

Exploração Sexual é um termo empregado para nomear práticas sexuais pelas quais um indivíduo obtém lucros. Ocorre principalmente como conseqüência da pobreza e violência doméstica, que faz jovens, crianças e adolescentes fugirem de seus lares e se refugiarem em locais que os exploram em troca de moradia.

Acontece em redes de prostituição, pornografia, tráfico e turismo sexual.

A prostituição é uma prática ilegal que busca oferecer prazeres carnais em troca de recompensa. Apesar de existirem leis que proíbam a indução de pessoas à prostituição com pena de até cinco anos de reclusão, tal prática cresce consideravelmente a cada ano, aumentando este mercado e diminuindo as chances de tais indivíduos se desenvolverem normalmente em questões morais, psicológicas e ainda intelectuais, pois os estudos e conhecimentos gerais lhes são negados.

Assim, quando falamos em exploração sexual, logo vem a revolta.

A sociedade se mantém firme em seu ponto de vista moralista a respeito do assunto. Ouviremos muitas pessoas dizerem:

“Isto é horrível, um absurdo, uma afronta aos direitos humanos!

Mas quantos destes mesmos cidadãos que mostram se indignar, também não participam de alguma forma (direta ou indiretamente) da rede mundial de prostituição?

A exploração sexual infantil é ainda mais desleal, pois não estamos falando de seres humanos maduros, estamos tratando de crianças e adolescentes com o mínimo de conhecimento tanto sobre sexo quanto sobre vida.

Mas qual será a solução para este problema?

Talvez políticas sócio-educativas, talvez mais empregos; talvez até mesmo buscar uma resposta dentro da nossa própria história.

Na antiguidade, por exemplo, a prostituição era praticada em muitas civilizações por meninas como uma espécie de ritual de iniciação quando atingiam a puberdade.

No Egito antigo, na região da Mesopotâmia e na Grécia, via-se que a prática tinha uma ritualização. As prostitutas, consideradas grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais.

E por que isso mudou?

É simples: Durante a Idade Média, houve a grande tentativa de eliminar a prostituição, impulsionada em grande parte pela moral cristã, mas também pelo grande surto de DSTs, principalmente sífilis.

E por que a prostituição não acabou?

Neste período havia o culto ao casamento cortês, onde as uniões eram arranjadas somente por interesse. Casamento forçado? Interesses econômicos acima de tudo? Não seria este um indício de exploração sexual?

A tentativa da igreja na Idade Média não só falhou, como ainda reforçou a prostituição.

Voltando ao presente, a prostituição em muitos países é uma profissão legalizada.

Há a conhecida zona vermelha de Amsterdã onde mulheres ficam expostas nas vitrines e fazem sexo por dinheiro com muita naturalidade.

Então nesses países, a prostituição não é mais exploração?

Isto depende de seus conceitos. A exploração sexual está inteiramente ligada aos valores morais, econômicos e culturais da sociedade em que situa.

Estamos em julho de dois mil e onze, terceiro milênio. Neste exato momento, temos o DEVER de nos perguntar:

- Como solucionar  o velho problema da exploração sexual que quase sempre leva como conseqüência o tráfico de drogas? E pior ainda, como resolver a problemática da exploração sexual infantil?

Buscando compreender como é que um ser humano pode perder toda a sua sensibilidade a ponto de cometer o mais brutal de todos atos humanos, por mais maléficos que sejam os demais, diversas pesquisas foram feitas.

Dados do Ministério da Justiça mostram que a prostituição infantil está presente em todas as capitais brasileiras e em muitas das grandes cidades do País, sobretudo as do litoral nordestino e, entre os principais fatores estão a pobreza e o turismo sexual.

Na lista estão todas as capitais brasileiras, mas a maior parte dos municípios com exploração sexual de menores está no interior, em cidades pobres de 20 mil a 100 mil habitantes. O número de municípios é assustador.

Fonte: http://www.ivan.med.br/isex/?p=31

O FATO É QUE: O incentivo à denúncia e o fortalecimento dos conselhos tutelares são as principais formas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Denúncias sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas pelo telefone 0800-99 0500. O atendimento é feito das 8 às 18 horas de segunda à sexta-feira e o anonimato, se desejado, é garantido

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