08 de julho de 2014. Tragédia em Belo Horizonte: A seleção brasileira de futebol perde para o time da Alemanha de 7 a 1, sendo eliminada da Copa.

Diante dessa tragédia, encerrando as transmissões de futebol na Rede Globo de Comunicação, Galvão Bueno  faz a seguinte pergunta:

“Quanto tempo demorará para que as crianças que assistiram a esse vexame se recuperem do trauma que vivenciaram?”

Prezado Galvão, acredito que não tenhamos essa resposta. Mas nos permita fazer uma outra pergunta:

Quanto tempo durará para que as crianças que pedem esmola nas ruas, para aquelas que passam fome nas favelas, para aquelas que não tem qualquer espaço pra brincar ou estudar, recuperarem a sua dignidade?

Não seria este um motivo mais coerente para chorarmos?

O mesmo Galvão Bueno, antes do início desse fatídico jogo, comemorava o fato do Brasil inteiro ter parado para assistir ao jogo, celebrando histericamente que era um espetáculo ver os principais centros brasileiros completamente desertos devido ao jogo de uma partida de futebol…

 E isso nos faz ter a possibilidade de ver um lado positivo dessa triste noite: Se temos disposição para unir uma torcida inteira, cantando o hino nacional  com a mão no peito, por que não podemos ter a mesma disposição para modificar outros aspectos do nosso país?

Não há razão, explicação ou justificativa que me faça sentir felicidade alguma ao ver o Brasil perder de 7 x 1 numa semifinal de Copa, dentro do Brasil. Não há como ficar feliz com isso. Consideramos mesmo esse resultado uma das maiores humilhações em toda história do futebol. Mas frise bem: NO FUTEBOL!

Uma coisa é certa: esse fato pode servir para o país cair na real: Não somos o país do futebol, nem dos hospitais, das escolas e tampouco o país da economia, como afirmam certos políticos por aí…

Bom mesmo seria se toda  essa mesma mobilização para a copa do mundo fosse tomada para outros aspectos da Nação.  Que a mesma vibração da torcida e o mesmo patriotismo do brasileiro fossem direcionados para o objetivo de termos escolas de qualidade e hospitais que atendessem a população com dignidade.

Bom seria se todo esse patriotismo fosse levado para as Eleições!

É de cortar o coração ver o David Luis, um menino tão bacana, chorando após a derrota do seu time de futebol, porque “queria dar felicidade para o povo brasileiro, pelo menos no futebol…”.

Mas é preciso que todo esse povo saiba que a obrigação de dar felicidade para esse povo não é de um jogador de futebol,  não é verdade?

Creio que o que passa na cabeça de todo mundo agora, em relação ao time de futebol do Brasil é: “tem que trocar este time. Tem que trocar este técnico“. Verdade. Tem que trocar mesmo.

E no jogo da vida? A mesma coisa. Está na hora de trocar todo mundo! Caso contrário, teremos de dizer pro Galvão: “Pois é, Galvão, perto dessa, a tragédia do Maracanazo é fichinha”…

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