A abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro acontece hoje, dia 05 de agosto de 2016.

A 1ª Olimpiada da América do Sul começa sendo marcada por alguns fatores que poderiam ser considerados, no mínimo, polêmicos.

Para fazer brilharem os olhos do COI, na candidatura em 2009, o Rio de Janeiro prometeu “Jogos impecáveis alimentados pela energia do Rio e apoiados pela excelência técnica”. Não deu. A crise econômica do Brasil e atrasos no planejamento provocaram falhas a ponto de causar “estresse” no sempre comedido comitê olímpico.

Em 2016, diante dos problemas, os organizadores tiveram que abraçar o plano B: o jeitinho, a gambiarra, as medidas de última hora para realizar a Olimpíada. Infelizmente, o chavão que define o Brasil.

Logo ao chegar ao país, o presidente do COI, Thomas Bach, reconheceu que o brasileiro gosta de fazer tudo no último segundo. Nenhuma discordância do Comitê Organizador Rio-2016 que resolveu adotar esse discurso. “Não são os Jogos Olímpicos da Suíça”, resumiu o diretor de comunicação do Comitê Rio-2016, Mario Andrada. Respondia as seguidas demandas do COI, e explicava o que seria possível fazer em cada caso.

- Não deu para despoluir a maior parte da Baía de Guanabara e as lagoas Rodrigo de Freitas e da Barra da Tijuca. Foram necessárias então medidas paliativas como o controle dos lixos por ecobarcos e ecobarreiras na área de competição, além de pelo menos melhorar o saneamento na região da Marina da Glória. Assim foi feito também na lagoa para evitar prejuízos a remadores e canoístas. A água estará suja, e possivelmente vai cheirar mal, mas será navegável. (?)

- Não deu para garantir a segurança ideal nas instalações olímpicas. Boa parte delas funcionou sem raio-x em suas entradas porque o governo federal demorou para contratar uma empresa para operá-los. Sem qualificação e chamada de última hora, a empresa falhou. Restou usar a Força Nacional e uma outra firma para cobrir o buraco. Ainda assim, as filas se tornaram uma tônica no Parque Olímpico. Não foi possível apresentar uma cidade segura como prometida no dossiê de candidatura. Os índices de violência caíram de 2009 até 2015, mas cresceram no ano olímpico.

- Não deu para concluir a Vila Olímpica inteiramente antes da chegada dos atletas. Ao entrarem nos prédios, delegações encontraram instalações hidráulicas e elétricas inacabadas ou funcionando mal. Construtoras não realizaram o serviço corretamente, e o Rio-2016 não verificou. Diante das reclamações e protestos, a solução foi contratar empresas de emergências para fazer consertos e deixar o local habitável.

- Não deu para ter um orçamento que impedisse o governo federal e estadual de comprometerem outras áreas. Os nossos representantes políticos (como sempre) não souberam lidar com o dinheiro público. Com dinheiro parco, o Estado declarou falência e teve de pedir socorro para a União para cumprir sua parte nos Jogos. Também sem recursos de sobra, o Governo Federal priorizou a Olimpíada enquanto segurava outros gastos. A prefeitura do Rio diz estar equilibrada em suas contas, mas precisou da União para executar boa parte das obras.

- Não deu para mostrar um novo Rio, um novo Brasil, como se prometeu há sete anos. Mas agora vai começar e o país fará os Jogos possíveis. E não faltará festa, emoção e envolvimento de boa parte dos brasileiros. Como explicou o COI, será uma Olimpíada “à la Brasil”.

Qual o legado que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos deixarão para a cidade do Rio de Janeiro?

O pesquisador suíço Christopher Gaffney, da Universidade de Zurique, levantou esse questionamento em um novo estudo, entitulado ”Transforming Rio – for the benefit of whom?”, em que revela que a dívida deixada por esses grandes eventos demorará 10 anos para ser paga pela cidade.

FONTE:MSN

Segundo o pesquisador, o modelo de negócios desses grandes eventos precisa mudar para se adequar à realidade da população local, que acaba sofrendo com a dívida deixada.

Gaffney conta que o Comitê Olímpico Internacional e a FIFA oferecem às elites locais grandes promessas ao sediar tais eventos, no entanto, ao contrário do que parece, não conseguem entregar infraestruturas úteis aos moradores desses países.

Profecia dos pessimistas? Não. Apenas uma previsão que seguiu uma lógica redundante.

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